
sábado, 29 de maio de 2010
fulaninho@hotmail.com

Pra começar esse texto vou utilizar logo de cara uma afirmação que pode causar certo tipo de dúvida na cabeça de algumas pessoas. O conceito de amizade hoje em dia não é o mesmo do que algumas décadas, quatro talvez, atrás. Certo que existem ainda algumas pessoas que cultivam a linda e verdadeira amizade de tempos atrás como nas décadas passadas, de 60 onde os jovens explodiam em showzinhos de rock, participavam de rodas de cantiga, respeitavam os familiares um dos outros, ou ainda na de 80 onde os amigos caiam na “Night” , mas lembravam que quando amanhecesse a vida deles voltaria ao normal e eles não ficariam presos a essa “Vibe” de “Tuntz Tuntz Tuntz” o tempo todo.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Tentando serem diferentes todos se igualam
Século marcado pela inclusão digital, globalização e acima de tudo uma palavra que hoje em dia vem perdendo seu conceito gradativamente, auto-afirmação.
Até onde eu sei a palavra auto-afirmação, consiste em explicar que um ato realizado por tal pessoa foi feito, exclusivamente, pra demonstrar, exemplificar ou até mesmo explicitar que o mesmo foi posto em prática simplesmente para constatar que a pessoa tinha personalidade para tal feito, e de tal forma, diferenciar-se das outras. Entretanto hoje em dia, o que vem acontecendo com essa palavra é, de certa forma, lastimável! Por quê? Bem experimente entrar no site de relacionamento chamado Orkut. Quando isso for feito experimente ir ao álbum de um dos seus amigos mais “badalados”, o que você encontra, na maioria dos casos, são fotos imitando estilos de outros álbuns, que na sua maioria são advindos do exterior, e frases copiadas de comunidades com títulos, que fazem cair por terra à auto-afirmação que os jovens de hoje em dia costumam dizer que tem. Comunidades do tipo: Perfis e Invasões Prontas, Recados legais, Seu Orkut bombando, entre outras.
Como se não bastassem exemplos clássicos de incoerência de fatos em relação à personalidade dos jovens atuais, outro fator de risco que se enquadra no problema da bagunça em que a palavra auto-afirmação se encontra hoje, é a falta de maturidade mental dos jovens, que por sua vez acaba influenciando os meios de comunicação em massa a divulgarem conteúdos, que a meu ver, nem esse nome mereciam receber, de músicas que não passam nenhum tipo de informação geral adicional, nenhum filme, com cenas ou temas que abordem dilemas sociais, econômicos ou até mesmo culturais, de qualidade e quando se tem uma telenovela que passe algum tipo de informação, os jovens simplesmente ligam a TV apenas pra ver o galã ou a mocinha e o “estilo” padronizado de roupa que ela usa, ou a maquiagem que ela está utilizando ou ainda assim pra esperar a telenovela com conteúdo acabar pra que eles possam assistir a seriados idiotas, ridículos e ainda por cima sem graça.
Com tudo isso a pergunta que fica no ar, é se você jovem que lê esse texto, no dia de hoje, pode abrir a boca pra dizer que se auto-afirma. E caso diga que sim, o que você faz pra imprimir sua personalidade não cair na mesmice “diferente” que o grupo jovem diz hoje ter.
sábado, 27 de março de 2010
O peso de uma decisão
Viver é definitivamente complicado.
Sempre que você acha que está no caminho certo vem um fator surpresa e faz você repensar tudo aquilo que fez até ali, julgando ser digno ou justo.
Como se não fosse o bastante, esse mesmo elemento surpresa te força a tomar decisões que não abrem espaços pra opção: tenho tempo para pensar? E essa fração de segundos, minutos ou até mesmo horas é suficiente para que você escolha justamente a opção que te entrega de bandeja a solidão ou te consagra eternamente na união, seja ela familiar, amigável, amorosa ou até mesmo interesseira. Sem contar o seu próprio eu, aquela voz lá dentro da mente que vive te martirizando quando você erra, e gritando de alegria, alimentando seu ego, quando você acerta. Isso tudo, quando chega finalmente na ponta da língua e sai com um som que ao mesmo tempo em que pode ser agradável pra uns desagradar a muitos outros, cria um dilema, devia ou não ter assumido essa postura? E isso se torna a personificação do exato peso que uma decisão assume na vida de um conjunto de pessoas.